Desengavetando V

Desengavetando mais cinco poeminhas nesta terça. Boa e prazerosa leitura!

 

 DELICADAMENTE

Ai amor, por favor, não quero.

Ai amor, por favor, não…

Ai amor, por favor…

Ai amor…

Ai!!!

CLÍMAX

Te despir veste por veste

tocar-te plena e ternamente

como sempre quiseste

 

Agraciar-me com o doce vento

desgrenhando teu cabelo em simetria

penetrando qual ventania

encantada em ereto desejo

 

Sentir todo o seu corpo

em textura e essência

volúpia e lascívia em erupção

 

Amor pleno e perpétuo

na fugacidade de teu sexo

permanente em meu sentir

resplandecente em bela ocasião

 

Tatear toda a tua infinitude corpórea

alcançar o clímax infinitesimal

com o qual só você me presenteia

(SEM) AÇÃO

Cortinas, velas, talheres.

Taças…

Porta, janelas, lençóis.

Sapatos, calça, saia e algo mais.

Línguas, seios, sussurros.

Gozo!

Palavras, travesseiros, de novo lençóis.

Relógio, olhos, pia, escova.

Calça e sapatos.

Beijos, porta, beijo.

Adeus.

A PEQUENA MORTE

Te acariciar com malícia

Te desejar com relevo,

Querer maiúsculo.

 

Sugar teus artelhos

Lamber-te a suave penugem

da coxa contornada em fartura,

rumando à combinação dos primeiros.

 

Intumescer teu sexo

Eriçar teus mamilos

Desbravar teu corpo

que não se sacia,

nas buscas de tua língua vadia.

 

Provar teus lábios em desespero,

compulsivos no perseguir

do meu corpo por ti embrutecido.

 

Dedilhar tua pele

Procurar o ponto perfeito

Desbravar nossos mais íntimos segredos.

 

Atiçar teu instinto

Me inebriar em teu perfume:

odor úmido que me acude.

 

Bailar em tua ritmia

Te extasiar com carinhos ásperos

Vestir a nossa fantasia.

 

Entregar-me ao frenesi

Enlouquecer por te possuir

Galgar paraísos dentro de ti.

SÚCUBO

Musas magníficas

pululam na poesia do belo.

A mim, resta-me o sórdido

Súcubo que me sustenta,

me alimenta, me atormenta.

 

Sob mim, a meu lado, acima,

em plenitude devorou-me

todo o âmago mais recôndito.

 

Sugando, sufocando

meu sedento Súcubo

sortiu-me sofreguidão.

 

Selou-me, de súbito,

a sofrível sorte,

em séculos.

 

Sádico Súcubo

secou-me,

sedou-me,

suicidou-me,

sem poesia.

 

Imagem

Anúncios
Categorias: Verso & Prosa | Deixe um comentário

Navegação de Posts

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: