Moanews: no transverso da notícia

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A pátria de chuteiras na terceira divisão I

O governo de Dona Dilma prepara um pacote de bondades, via Medida Provisória, para os clubes caloteiros da pátria de chuteiras. O perdão do fair play é um Pico da Neblina de R$ 4 bilhões. Esse numerário corresponde apenas aos caloteiros do Top 20.
A renúncia está travestida pela quimera de uma contrapartida de projetos sociais que envolvam atividades esportivas.
A cartolagem teria que abrir os portões para a patuleia receber aulas de natação, bater uma bolinha e fazer ginástica olímpica. Como a coisa é nebulosa e não existe nenhuma previsão normativa para a fiscalização, tudo flutuará na Terra do Nunca.
De acordo com o secretário nacional de futebol, Toninho Nascimento, os clubes que não cumprirem o acordo serão punidos com a perda de pontos e até com o rebaixamento no Brasileirão. Platini, chefão da UEFA, também ameaçou os trambiqueiros da Europa com multas e impedimento de disputas de competições. O resultado foi um Everest de R$ 19 bilhões em dívidas na contabilidade de 2010. Assim como Platini, Toninho terá seu mico para abraçar.
No planeta das leis cumpridas, uma dívida originária da falta de contribuição ao INSS, de impostos não recolhidos à Receita Federal e a falta de pagamento de FGTS só teriam dois caminhos: falência e cadeia.

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A pátria de chuteiras na terceira divisão II

A renúncia de João Havelange ao cargo de presidente de honra da Fifa foi uma saída parlamentar para não encontrar a punição por seu envolvimento em maracutaias.
Segundo documentos divulgados pela justiça da Suíça, os gêmeos xifópagos Ricardo Teixeira e João Havelange receberam mais de R$ 45,4 milhões em propina entre 1992 e 2000. Em Brasilândia, todos sabiam que os dois eram unidos pelo tórax e sofriam de cleptomania. O numerário do grande assalto é que era uma incógnita.
Ricardinho e Joãozinho fizeram seguidores nas fileiras da cartolagem nacional. Da primeira divisão à terceirona, não há clube que não tenha em sua história recente um Troféu da Vergonha, patrocinado pelo suborno e pela propina.

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A pátria de chuteiras na terceira divisão III

Os imbróglios do futebol brasileiro estão muito além do questionamento da falta de profissionalismo de alguns jogadores à beira do gramado. Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Bernardo seriam mocinhos de novela diante da deletéria ambição política de muitos dirigentes esportivos e da diabólica gestão do ex-Lord Sith na CBF, onde houve a simples troca de um gangster corrupto por um lacaio da ditadura. Toda essa demanda do Grão-tinhoso é temperada no caldeirão da luta pelo monopólio de transmissão da turminha do plim plim.
A cada eleição nas três esferas do legislativo, surgem saltitantes e serelepes, jogadores e dirigentes de clubes recém-filiados a partidecos com contratos de locação em consonância com o quantitativo de votos do candidato.
O ápice que essa gente atingiu no engajamento político antes dessa jornada de oportunismo foi ter tirado o título de eleitor. As razões de tantos paraquedas na política, e suas bolas furadas, vicejam no niilismo ideológico, nos partidos de locação, nos torcedores com quizila mental, no egocentrismo transbordante e em outros motivos sem nenhuma nobreza.
O caso da cartolete Patrícia Amorim é um verdadeiro brasão da mediocridade. Vereadora por três legislaturas, a ex-dirigente da Gávea teve em suas atividades parlamentares a proposição da “Semana do Leblon”, sem a qual o Rio de Janeiro nada perderia. Após ser criticada por ter alergia a pobre, a malandra rubro-negra instituiu a “Semana da Rocinha”. Além dessas duas “Semanas” da “maior importância” para a cidade e para o país, a ex-aqualung deu nome a três ruas e duas praças.
A cartolete apinhou seu gabinete com 25 candangos do clube. Até quem deveria fiscalizar suas contas na Gávea tinha uma boquinha garantida na Câmara. E, para provar que sempre foi uma mulher de família, estendeu a mamata pra mamãe, pra maninha e pro maridão.
Patrícia Amorim é a legitimação de uma demagogia de quinta, conjugada à vacuidade contemplativa de terceira divisão.
Esquadrinhando esse horizonte em chamas, poderíamos intuir que torcedor de futebol parece deixar seus neurônios na geladeira ao se dirigir às urnas.
 

Seu Frias e o sabujo

Na sua cartinha nojentinha de sabujão xeleléu, Aloizio Mercadante se diz “perplexo” com as acusações de que “seu Frias” financiava e frequentava centro de tortura, emprestava veículos de seu jornal para torturadores montarem emboscadas contra os militantes da resistência e de que o finado dono do Grupo Folha era amiguinho do Fleury, o maior assassino da ditadura. 
Jogando no lixo o testemunho de presos políticos e de um agente da repressão, Mercadante assume que “teve a oportunidade de testemunhar o papel desempenhado pelo jornal, sob o comando de seu Frias, na luta pelas liberdades democráticas”.
O Bigode do PT ignorou também o infame editorial da Folha em que chamou o mata-e-esfola da ditadura no Brasil de “ditabranda”. Deu de ombros diante da publicação pelo jornalão da ficha falsa de Dilma, na campanha presidencial de 2010, usando o Ternuma, site da velhacaria oficialesca como fonte. Uma prática comum nos tempos da “Tigrada”.
Mercadante, que os carrapatos de mil camelos infestem o teu sovaco!!

ImageEpílogo

Após 23 anos de picaretagem na CBF, Ricardo Teixeira vai curtindo a aposentadoria em Sunset Island, em Miami. A cachanga custou coisa de 40 milhões e o barquinho, perto de 4 milhões. Na garagem, um Porsche e duas Mercedes. Tá bom ou tá ruim?

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