Invasões Bárbaras: a mídia protesta

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Um líder do Movimento Passe Livre em ação

Os Anglos do Occupy Wall Street, os Visigodos dos Indignados, os Saxões do Movimento 15M, os Hunos da Primavera Árabe, nada se compara aos Vândalos do Movimento Passe Livre (MPL), que, segundo a mídia independente brasileira, usam os centavos de aumento dos transportes públicos como pretexto para aterrorizar a população ordeira.

Para compreender o maremoto de protestos que assola o Brasil, recorri a fontes limpas e isentas que não distorcem os fatos à maneira dos Blogues Sujos.

“Rebeldes sem causa da classe média, anarquistas e vândalos em geral, movidos a palavras de ordem e convocações disseminadas por meio das redes sociais. O motivo alegado, o aumento de poucas dezenas de centavos das tarifas de transporte urbano, parece secundário”.

O Globo, 15/06

“Sua reivindicação de reverter o aumento da tarifa de ônibus e metrô não passa de pretexto, e dos mais vis. São jovens predispostos à violência por uma ideologia pseudorrevolucionária, o declarado objetivo central do grupelho”.

Folha de São Paulo, 13/06

“O vandalismo, que tem sido a marca do protesto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL), uma mistura de grupos radicais os mais diversos, só tem feito aumentar”.

Jornal Estadão, 13/06

“É um ajuntamento de pequenos grupos ultra-esquerdistas sem qualquer importância política. Têm uma prática típica de grupos fascistas. Para estes grupelhos, o vandalismo é um excelente instrumento de propaganda. Eles se alimentam do saque, da violência e da destruição do patrimônio público e privado”.

Revista Veja, 14/06

 

Dadas as definições completamente isentas e a correção do que é o verdadeiro jornalismo, podemos observar que esses grupelhos não passam de vândalos de facções radicais, que têm a violência como único objetivo. Com essas fontes de informação, o cidadão de bem certamente não precisa se arriscar no turbilhão das ruas para tomar ciência da verdade dos fatos. Como diz Reinaldo Azevedo, sensato articulista da revista de maior credibilidade do país: “São, sim, bandidos!”

Ou como disse o respeitável cine-jornalista da Rede Globo: “Esses revoltosos de classe média não valem nem vinte centavos”.

Assim também devemos nos balizar de acordo com as palavras de Geraldo Alckmin, o governador mais democrático e progressista da história de São Paulo: “É intolerável a ação de baderneiros e vândalos.”

Tanto as forças armadas quanto a polícia brasileira sempre respeitaram os limites legais em suas ações, assim como o restrito respeito aos direitos humanos. Segundo nossas fontes, a moderação da polícia militar não intimida a horda fascistoide que, em fúria informe, deixa um rastro de destruição por onde passa. Outras medidas são necessárias:

“Mas todo este aparato bélico de pouco vale se não houver uma inteligência por trás. Deter, fichar, processar e cobrar judicialmente indenização pelos danos são medidas-padrão a serem tomadas no caso. Bem como não deixar processos mofarem em prateleiras ou esquecidos em computador de delegacia”.
O Globo

“É hora de pôr um ponto final nisso. Prefeitura e Polícia Militar precisam fazer valer as restrições já existentes para protestos na Avenida Paulista. Cumpre investigar, identificar e processar os responsáveis. Como em toda forma de criminalidade, aqui também a impunidade é o maior incentivo à reincidência”.

Folha de São Paulo

 “Daqui para a frente, ou as autoridades determinam que a polícia aja com maior rigor do que vem fazendo ou a capital paulista ficará entregue à desordem, o que é inaceitável. O fato é que a população quer o fim da baderna – e isso depende do rigor das autoridades”.

Estadão

“Manifestantes são marginais e sectários. É hora de pôr um ponto final nisso!”

Veja

É de se inferir, a partir das previsões citadas, que a turba incendiária quer tomar a democracia de assalto. É necessário que as forças de segurança usem de toda forma coercitiva para salvaguardar o Estado Democrático de Direito. Fiquei sabendo de uma fonte quase confiável que os 6000 médicos cubanos que o governo federal pretende contratar, na verdade darão treinamento militar aos jovens do MPL e aos povos indígenas para desencadear uma revolução tupi-comunista no Brasil. Alguns índios já estariam ensinando os jovens do movimento a pescarem com arco e flecha a fim de se adaptarem ao modo comuno-guarani-kaiowá de viver.

Somente em São Paulo mais de 250 baderneiros foram presos, muitos sob a leve acusação de formação de quadrilha. A justiça de MG deferiu pedido do governo estadual e proibiu manifestações populares nas ruas durante a Copa das Confederações. São os defensores da democracia em ação.

Como disse o coronel Brilhante Ustra, um ícone na luta pelos direitos humanos, o Brasil não pode se tornar um Cubão.

 

 

 

 

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