No mafuá do malungo

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Rio de janeiro, 27 de junho de 2013. Auditório da ACM, Lapa. Centenas de professores abarrotavam demandas num mafuá de malungos-camaradas. Uma assembleia histórica que destampou ainda mais a panela efervescente das ruas.                                                                                           

No caudal das manifestações nacionais, as redes estadual e municipal faziam uma paralisação conjunta de 24 horas. Uma assembleia de trabalhadores, a partir da qual as decisões são tomadas de forma coletiva, nos dá aquele princípio-esperança de uma sociedade menos individualista, mais justa e cuja coletividade toma suas decisões de forma simétrica e verdadeiramente democrática.

A pauta de reivindicações da categoria subia a cada fala dos colegas. A divergência de opiniões era a convergência da classe reunida com um único objetivo: a luta dos trabalhadores contra a exploração e o aviltamento causados por um sistema em crise terminal.

Na assembleia, foi realizado um minuto de silêncio contra a violência à comunidade da  favela Nova Holanda. A ordem era a de sempre: entrar na favela e deixar corpo no chão. Até quando as demandas estruturais das comunidades, como saúde, educação, moradia, saneamento, trabalho e renda serão atropeladas pela política da faca na caveira?

 Foi decidido pela participação na greve geral de 11 de julho convocada pelas centrais sindicais.

Informe do SEPE do dia 28/06

Sepe discute pauta de reivindicações em audiência com a secretaria Municipal de educação

Nesta sexta-feira (28 de junho), o SEPE teve mais uma audiência com a Secretaria Municipal de Educação para discussão da nossa pauta de reivindicações. Uma nova audiência ocorrerá no dia 5 de julho, às 11 horas.   Veja a seguir as pautas debatidas na audiência de hoje

1) Iniciamos a audiência com o debate sobre a conjuntura atual, o Estado de Greve da rede e a possibilidade do segundo semestre letivo não começar. Informamos também que o líder do governo na Câmara dos Vereadores, Guaraná, afirmara que o prefeito Eduardo Paes havia delegado plenos poderes para que a Sub-secretária de Ensino Helena Bomeny, realizasse as negociações. Porém, a mesma disse que desconhecia tal medida.

2) Sobre o reajuste salarial: a SME reafirmou que esta questão não depende da secretaria. Ponderamos que o suposto reajuste de 6,67% era muito pouco para uma Prefeitura que só no último trimestre aumentou sua receita corrente líquida em 12%. Reafirmamos a reivindicação de 19% de reajuste, cobrando da SME a discussão com o prefeito. Demos um prazo ao governo para que até o dia 5 de julho obtenhamos resposta.

3) Sobre o Plano de Carreira: Mais uma vez reivindicamos o Plano de Carreira Unificado, para professores e funcionários, com valorização do tempo de serviço e formação. Entregamos a proposta da categoria. A SME mais uma vez não tinha resposta de quando teremos nosso plano.

4) Sobre 40h e DE: A SME informou que enviará à Câmara um Projeto de Lei para garantir a equiparação dos PII de 40h com PI. Sobre a DE afirmaram que eram contrários, mas o problema era o entendimento da Procuradoria de que a lei 1881 previa dedicação exclusiva. Reivindicamos a garantia de que os profissionais não precisassem exonerar outra matricula para tomar posse no cargo. A SME informou que enviará à Câmara um Projeto de Lei garantindo 2 matrículas, mesmo sendo uma de 40H.Acordamos que a SME garantirá prorrogação do prazo da posse para não prejudicar os profissionais.

5) Sobre funcionários: Reafirmamos todos os problemas enfrentados, reivindicando a redução da carga horária, fim do assédio moral, valorização profissional e melhoria das condições de trabalho. Apresentamos o contracheque de uma merendeira, comprovando que o vencimento é menor que o salário mínimo. A SME reconhece os problemas, mas não apresentou nenhuma resposta. Em relação à situação dos AAC’s disse que há um estudo para resolver os problemas e que em agosto haverá nova posse de PEI’s.

6) Sobre o abono dos dias parados e a data base: a SME disse que isso depende da pressão política sobre o prefeito.

7) Sobre o código de greve: Foi enviado a Procuradoria para estudo.

8) Sobre os problemas no Plano de Saúde: A SME disse não ter informações. Pediram que o SEPE buscasse estes informes com o próprio plano.

9) Sobre as remoções: denunciamos a arbitrariedade que algumas direções vem cometendo ao “remover” profissionais, descumprindo até mesmo a Circular 02. A SME reafirmou que os profissionais só podem ser removidos dentro dos critérios desta. Solicitamos então que as CRE’s sejam informadas que não devem aceitar remoções só com memorando. A SME afirmou que é um direito dos profissionais terem acesso ao Diário Oficial.

10) Questionamos também o não cumprimento do horário integral e outros problemas da rede.

 

 

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