Assembleia Popular da Educação

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Convido as colegas e os colegas interessados em formar um grupo, nos moldes das assembleias populares, que pretende ser um espaço permanente de diálogo político-pedagógico. Um deslocamento do espaço de deliberação política clássica. O método é simples: espaço público como espaço comum, agregação (qualquer pessoa pode participar), horizontalidade (sem hierarquias e lideranças) e transparência (ata em tempo real, streaming). A forma e o modo desses diálogos serão plasmados no decorrer das assembleias. Não há nada engessado.

Não existe pureza aqui; tentaremos superar as contradições, nos rebelando contra a nossa própria cumplicidade, direcionando o fluxo de nossas vidas tão efetivamente quanto possível em direção à criação de uma sociedade (categoria) baseada na dignidade. Essa não é uma questão de sermos contra o sindicato, mas uma questão de entender que a força do fluxo da rebeldia que nós criamos depende, ao fim, de nossa habilidade para nos reapropriarmos (ou evitar a expropriação) do nosso fazer, da nossa dignidade. O sindicato é importante, mas ele não pode tomar o lugar da busca constante por maneiras de fazer contra e mais além da tirania dos poderes executivo, legislativo e judiciário. O nosso poder de fazer coisas de maneira diferente é um fluxo que exerce uma força crescente contra os muros que nos rodeiam.

 A dignidade é o desdobramento do poder do Não. Nossa recusa nos confronta com a oportunidade, a necessidade e a responsabilidade de desenvolver nossas próprias capacidades. Os professores que recusam a tirania da prefeitura são forçados a desenvolver uma outra educação. A tomada da responsabilidade por nossas próprias vidas é em si mesma uma ruptura com a lógica da dominação. Isso não significa que tudo se tornará perfeito. A dignidade é um romper, um negar, um mover, um explorar. Devemos ter o cuidado de não convertê-la em um conceito positivo, que poderia dotá-la de uma rigidez mortal. O que importa é assumir a nossa própria responsabilidade, ainda que os resultados possam ser contraditórios.

Há uma grande angústia nisso tudo. É a angústia do QUE PODEMOS FAZER. Vemos e sentimos as injustiças do executivo, legislativo e do próprio judiciário. Nos indignamos com a manipulação da mídia empresarial monopolista. O tempo todo repetimos: o que podemos fazer, o que podemos fazer, o que podemos fazer?
Como já foi dito, não se trata de estabelecer oposição ao Sepe. O objetivo é somar forças e direcionar o fluxo de fazer coisas de maneira diferente. Essa é a dignidade que pode preencher as fissuras criadas pela recusa ao sistema. Um NÃO apoiado por um outro-fazer.

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Categorias: Sociedade | 2 Comentários

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2 opiniões sobre “Assembleia Popular da Educação

  1. Bruna

    bora! onde e quando?

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