Missiva entreaberta a Dirceu, o genuíno José

Ah, caro- porque, afinal, não barato- Zé, missivistas não tão mais na moda, diferente dos tempos de Pero Vaz, quando as navegações eram bem outras…

Veja, com e sem trocadilho, que papelão! E agora, José?

Dois amigos, realmente mais realistas que o rei, realizaram uma real farsa de rés desrealidades. Deveria lê-los: Walace Cestari e Paulo Fred. Ainda mais amplamente, deveria ler meu amigo Pedro Serrano, um advogado constitucionalista doidivanas que contesta teu julgamento inteiriço, veja só…

Dirceu, devia, em polissêmico dever, conhecer Marília, para além da previsibilidade- quase inconfidente- do trocadilho, até porque te tem faltado poesia na vida, em meio a tanta prosa atravessada, quase transversa. Marília é uma graça; tem cada fim de tarde,,, e isso não mudou depois que o PSB assumiu a administração municipal do Toffoli. Abre o olho com esse PSB, hein?! A essa altura, sabe lá o que o “S” já não significa…

Na escrivinhação dessa carta, me perco,,, falta de poesia é um aquário num sushibar! Estabelecimento que, aliás, poderá frequentar amiúde com tuas novas atividades aministrativo-ho0teleiras. Vinte barão, José? A mídia(,) que tem por papel a verdade(,) considera isso indecente.

Qualquer noticiário ou noticioso, mesmo feito nas coxas ou coxinhas, sabe da afronta que é um emprego deste pra ti, o ser mais nefasto, hediondo e odioso de que se tem notícia (friso notícia).

E por falar em papelão, papel e congêneres, quanto papelote  no helicóptero, não? O tráfego aéreo mineiro- da terra de teu compadre Valério- tá um tráfico pesado, hein?! Perrela e seus aliados, brancos como neves: políticos pópulares, sem tergiversação moralistoide, Não fosse por ti, a imprensa poderia denunciar isso adequadamente.

Ah, José, que feito bem feito o teu. Reformas tão bem feitas que há empregos pra ti e pros teus. Imagina se estivesse condenado no olho do furacão da crise europeia: Espanha, Portugal, Grécia! Com desemprego na faixa de 25%, como ia ser? Pensaram em tudo, hein?!

Ah, Dirceu, cê se fez peso político, apesar dos (a)pesares: “abismo que cavaste com os teus pés”, acreditando na conciliação e compadrio do sistema.

E por falar em cartolagens, e o Itaquerão, hein?! Teu governo dando bola fora: Negócios pra Copa 4 x 0 Vida! E o jogo continua… Jogo da vida, afinal! Tabuleiros hão de vir…

Em meio ao luto por dois operários- e quem liga pra operários, né, Dirceu?- seguiu-se uma RED & BLACK Week, quando também se foi Nilton Santos, pela esquerda- aquele mesmo lado que há mais de duas décadas abandonaste, Zé.

[AUSÊNCIA RESPEITOSA, MESMO, DE MUITAS POSSÍVEIS PIADAS AO BOTAFOGO, EM RESPEITO A UM DOS PERSONAGENS RESPONSÁVEIS PELA DÉCADA MAIS SILENCIOSA DA HISTÓRIA DO FLAMENGO: OS ANOS 60]

Mas, a propósito, e a tal Black Friday, hein, Dirceu? O povo de classe média, diga-se, fica indignado com os preços e com uma suposta falsa liquidação. Ora, a lógica disso, a começar pelo próprio patético nome, já é uma ridicularidade primeira. Não fossem tuas falcatruas, Dirceu, a mídia poderia debater isso com a sociedade.

E o papo do papa, hein, Dirceu? Tá pouco pop…

Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. Mas, enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível desarreigar a violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há-de provocar a explosão. Quando a sociedade – local, nacional ou mundial – abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reacção violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e económico é injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça. Se cada acção tem consequências, um mal embrenhado nas estruturas duma sociedade sempre contém um potencial de dissolução e de morte. É o mal cristalizado nas estruturas sociais injustas, a partir do qual não podemos esperar um futuro melhor. Estamos longe do chamado «fim da história», já que as condições dum desenvolvimento sustentável e pacífico ainda não estão adequadamente implantadas e realizadas.

Veja que a Veja já vê problemas… Será que meu amigo Moacir e eu teremos que fazer autocrítica? Tomara. Mas, esse papa parece que tá com o diabo no corpo. João Paulo II o excomungaria. Não fosse tão espalhafatoso, Zé, a imprensa poderia divulgar isso, explicando aa população o significado dessa afirmação.

Dirceu, sabe o que é ter uma musa? Isso é o tipo de coisa que poesia na vida oferece… Num mundo de musas, só haveria flores,,, sem lei Maria da Penha. Essa semana, inclusive, “celebrou-se”- se é que  isso é de celebração- o Dia Internacional contra Violência à Mulher. Na mesma semana, registro-se até suicídio de mulher por exposição de intimidade na internet- com Romário mandando na gaveta. Na mesmíssima semana, o sexismo revanchista e antifeminista preferiu estabelecer a desirônica revanche por um tal Lulu. Aliás, Dirceu, tá bem de Lulu? Não fosse por teu ululante despautério, estaríamos a discutir devidamendamente o cancro da violência à mulher, ultrajante de toda a sociedade.

Ah, José, que desgraça tuas ações: sem graça. Talvez daqui a algumas Black Fridays, te possamos perdoar e agradecer por esse Brasil do futuro. Mas, feriado de Ação de Graças ainda não tem graça; afinal os trocadilhos com Peru em inglês só fazem sentido na Europa…

thanksgiving

Ah, José,,, amado por banqueiros, odiado pela mídia. Mas, ao menos, tem crédito, o qual, na bolha capitalista brasileira, é cada vez menor a todos.

Dirceu, e sentimento genuíno de que “se foda teu compadre”, genuinamente deslumbrado e iludido com a mesma burguesia que você? Até Cazuza- depois de Mário de Andrade- sabia qual era a da burguesia.

Dirceu, não fosse tu, esse país seria bem outro…

marilia de dirceu

E Genoíno? Mais Médicos?

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