Já fui machista, eu sei

Senta que lá vem história. Aos 5 anos de idade se eu soubesse o que era feminismo teria me tornado feminista antes mesmo de deixar de ser analfabeta. Dois acontecimentos banais, destes que os adultos esquecem em 5 segundos, despoletaram o início da minha consciência feminista. O primeiro, motivado pelo brinquedo “ O pequeno médico” feito de raro (naquela época) plástico colorido, cuja seringa partiu próxima ao bico que encaixava a agulha falsa. O conserto, realizado na chama do fogão pelo vizinho estudante de medicina, produziu de imediato duas paixões: pelo moço de voz suave e pela medicina como profissão. Tímida, não ousei confessar mas quando tomei coragem e referi a uma mulher adulta que ia ser “médica quando crescer”, ouvi de seus olhos ligeiramente arregalados “meninas não são médicas, querida, são enfermeiras”. Decepcionada pensei na lista minúscula de médicos conhecidos nos meus 4 anos de vida e, de fato, não havia nenhum do sexo feminino. Não pensei mais no assunto. Um ano depois, a pré-escola ia ao quartel dos bombeiros e despertava outra vez meus anseios profissionais. Usuária de desengonçadas botas ortopédicas, sem poder acompanhar os primos na escalada de árvores, o sentimento ao subir na escada Magirus e ver o telhado do teatro, foi o de chegar aos píncaros da glória da auto-superação. De volta ao chão comuniquei eufórica à professora de cabelos longos e loiros: “quando eu crescer, vou ser bombeira”. Ela riu com todos os dentes, fez cafuné na minha cabeça com as unhas esmaltadas de rosa e me instruiu com ternura: “ não pode, princesa, mulheres não podem ser bombeiros”. Despenquei da glória e acachapada pela revelação dos subterrâneos da realidade do meu sexo, chorei. Que graça tinha ser mulher se não podia escolher as profissões mais bacanas?

Confissões à parte, agora vou transversar sem medo: não me surpreendeu de maneira nenhuma que a quantidade de cidadãos dispostos a co-responsabilizar as vítimas pelos estupros batesse a marca de sei lá quanto no Ibo (Índice de Bovinice). O que me surpreendeu, foram as reações. A única certeza no Brasil é que se morre de moléstia, crime ou suicídio, de tédio, nunca. Absurdo! Não mereço! MAS ATÉ AS MULHERES, A MAIORIA DE MULHERES?! Sim- disse eu- era esperado. E é tão óbvio que vou expor não um mas dois motivos para demonstrar por duas abordagens que é loucura sim, mas tem método, não sei porque surpreendeu.

O primeiro motivo. Quando foi que vítimas, por aqui, mereceram menos que a culpa pelos crimes de que foram vítimas? Os indígenas são verdadeiros pioneiros da tradição. Os tugas já tinham avisado que a regra era clara: nós novos donos da maloca, vocês escravos, nosotros ficar ricos, bugres trabalhar. Mas os índios, os mau educados, ao invés de botarem calçolas, aprenderam a rezar o pai nosso como bons cristãos e caírem de boca no trabalho, nada disso. Fugiam, se rebelavam, devoravam os tugas, não queriam trabalhar, os preguiçosos. Cinco séculos de genocídios depois, ao invés de estarem extintos ou todos aculturados como o bom senso recomendaria, estão vivendo pela Amazônia afora atrapalhando, atravancando a nossa fantástica marcha para o oeste, frente e fundos, rumo ao desenvolvimentismo 2.0, e, olha, os caras ainda vivem PELADOS, hem? Um horror. E pior. Tem uns que NÃO vivem pelados, querem ter tablet e continuar morando na aldeia porque nasceu lá, nessa de que é índio, que tem sua cultura, índio o quê, bando de vagabundo, va-ga-bun-dos. Os DONOS tem que contratar capanga, mandar matar, porque não precisava ser assim, eles que provocam, fala sério. Daí vem os chatos dos Direitos Humanos dizer que os índios mimimimi, eles lá por acaso são humanos direitos? É que-nem aquele garoto que desce da favela para infernizar a nossa vida que-também-é-um-inferno e daí vem esses babacas dizerem que só porque nasceu num barraco com esgoto correndo na porta, o pai foi preso e ninguém mais sabe, ninguém viu e a mãe trabalhava na faxina, semi-analfabeta, ela também descendente de analfabetos e a escola que ele estudava era uma porcaria e a professora que era bem mal paga também não tinha paciência para ensinar o mal nutrido, só por causa disso aí, ele é vítima? Ele veio me ro-u-bar. Eu sou a vítima. Quero mais é que ele se exploda. Quero que a mãe dele, a professora dele, o pai e os avós analfabetos dele se explodam. Vítima sou eu que dou duro e estou sempre duro. Cadê a minha grana? Minha filha é direita, faz tudo como manda o figurino, minha família paga uma enormidade de imposto e só se … Vítimas somos nós!

Há vítimas e vítimas. É das indústrias nacionais, a mais pujante de sempre. Seus insumos tanto podem ser corpos em bom estado tornados sequelados e cadáveres, quanto criaturas tacanhas que, misturadas com jornal e ranço condimentado, viram salsichas. Há controvérsia sobre quem é ou não humano portanto digno de direitos e vítima merece mesmo é pedrada, se não tiver pedra, vai de faca, no tiro, vai na borracha, na bomba de gás, no estupro, no bulling, joga na masmorra, mete o pé na porta, vai do jeito que der. O importante é seguir em ordem a ordem, a velha ordem. Deixar intactos os privilégios de outrora, ser bruto com os fracos e suave com os fortes. Quem pode, phode, quem não pode, se sacode.

O segundo argumento é mais simples de demonstrar. Má distribuição de renda rima com hierarquias preservadas que rima com submissão da mulher que rima com patriarcado O nome do jogo é patriarcado e no Brasil até 1962 se jogava assim : a mulher casada tinha o mesmo estatuto de um menor de idade. Aaahhhh, mas isto foi há 50 anos! Certo, mas se você tem 30 anos ou mais, 50 anos é a idade da sua mãe que foi educada pela mãe dela que casou com o código de 1917 em vigor, na letra da lei ou da consciência. Sabe como era? Dizia que mulher “tinha fraqueza de entendimento” (sic). De onde eu tirei isso ? Do código civil que vigorava até então e que mesmo depois de revogado da letra da lei- que dizia também que ao homem cabia a chefia conjugal, o poder de fixar e mudar o domicílio da família, autorizar ou não a profissão da mulher- já estava enraizado até o fundo das consciências. Então perceba que sua mãe foi educada por sua avó que era nada “ fraca de entendimento” mas tinha que pedir tudo, tudo, para seu bisavô e seu avô. Quando sua mãe nasceu tinham arranjado essa novidade dela poder ser uma pessoa como eles. Só que ela também trouxe alguma coisa do que ela aprendeu com mãe, pois como diz a Marli de Oliveira “ De mãe pra filha se perpetua a armadilha”. Mulher que não quisesse obedecer a lei do pai e do filho, todos de espíritos nada santos, mulher que tivesse pai mandão, marido violento, que é que acontecia? Por isso a boa mãe educava a filha para não desobedecer a lei, o pai, o marido, para não tomar surra, ir parar no hospício, no convento ou ganhar o repúdio das outras mulheres, especialmente aquelas cães de guarda mais ferozes do patriarcado. Algumas muito bem remuneradas para isto, verdade seja dita. Se não tinha nada disto na sua família você é uma mulher de sorte, não zombe da maioria de suas compatriotas e não esqueça: o nome do jogo é patriarcado.

Leis, sozinhas, não mudam consciência e uma evidência disto é que 40 anos depois desta elevação das mulheres ao mesmo estatuto civil dos homens no casamento, na maioria da famílias o peso do trabalho doméstico permanece por conta das mulheres. Familiares ou terceirizadas. As mulheres cumprem jornadas duplas ou triplas de trabalho porque homens sabem muito bem que as responsabilidades do serviço doméstico são delas por natureza. Como amarrar sapatos, escovar os dentes, dizer bom dia, ter uma ereção à vista de uma Ferrari ou ao ver o time campeão. Uma coisa completamente natural. As mulheres das camadas mais pobres e com menos instrução formal que o digam. Como na roça da minha infância nos anos 60 do século passado, em muitos lugares se conserva o hábito de cumprimentar assim o parto de uma menina: “que bom, uma menina é melhor para a mãe porque ajuda”. Não por acaso são mulheres nesta condição socio-econômica as que acham que mulher tem de se comportar de maneira a não desafiar o poder masculino de invadir os corpos delas sem pedir consentimento: as mulheres com primeiro grau completo e mais velhas. As mais vulneráveis do ponto de vista social, as menos emancipadas, as mais dependentes economicamente (mesmo aquelas que apenas sonham com um segundo salário, sempre maior em, pelo menos 20%, para ajudar a combater as fomes da vida). Mas o pior, o pior mesmo, é que esta história de possíveis cuidados para evitar o estupro são simples fantasia, aquelas coisas que pessoas em situação de sofrimento psicológico dizem, porque sofrem os efeitos dos poderes mas sabem pouco como funcionam as relações de poder do mundo humano, dizem porque não conseguem perceber a origem de seus medos, frustrações e problemas e então fazem racionalizações tortas ou apelam para o “pensamento mágico”. Porque na real, dos estupros registrados no Brasil, 88,5% são contra mulheres e destes 50% são contra meninas menores de 13 anos. E na metade dos casos ocorridos com menores de idade há um histórico de estupros anteriores. E os estupradores delas, em 70% dos casos, são o próprio pai, padrasto, parentes e outros conhecidos da família. O que é que a roupa delas teria a ver com isso? Rigorosamente nada, isto é evidente. Vai ser preciso muito mais que fotos e campanhas de boa vontade para reparar este problema devastador gerado por uma complexa teia de problemas psíquicos e sociais. Que assim se reproduzem e se agravam.

A questão também é que uma sociedade fortemente hierarquizada como a nossa, que tem instituições fracas para proteger os fracos dos mais fortes, anda a destruir algumas tradições que davam conta de apagar alguns problemas e temos agora instâncias que fazem registros desta violência. Alguma mudança nestas tradições se mostram boas. Nos Estados do Ceará e Piauí, duplicaram os divórcios entre 2010 e 2012. Algumas mulheres pegaram a Bolsa Família, colocaram as crianças na escola, foram a campo buscar formação profissional, trabalho remunerado e mandaram um cartão vermelho nas fuças de abusadores e violentos em geral. Porque havia outra tradição que mantinha o índice de estupros mais baixo: a mulher apanhar sem gritar, ser explorada sem reclamar, ser estuprada sem denunciar, se vestir como lhe mandam, trabalhar quanto lhe obrigam, se portar como lhe ordenam.

Muitos homens e mulheres se incomodam com os termos “ feminismo” e “ machismo” como se eles se referissem alguma guerra dos sexos. Então vale esclarecer. O feminismo é o nome de uma luta contínua cuja agenda, sempre em evolução, busca garantir igualdade de direitos para as mulheres em sociedades de tradição patriarcal. Igualdade na base da diferença, lógico. Porque se a mulher, hoje, tem o direito de escolher uma profissão e exercê-la sem necessidade de um homem autorizar, sem uma creche onde ela possa deixar os filhos este direito vira letra morta. Se lembrarmos que numa sociedade de iguais isto sequer seria um direito “ feminino” fica assim escancarado como nossa agenda está atrasada. Continuando. Machismo são aqueles comportamentos masculinos e femininos que impedem ou querem impedir a mulher de conquistar ou exercer estes direitos. Outro exemplo. Uma mulher só pode se vestir como quiser se os outros homens e mulheres não a impedirem por violência física ou psicológica, em nome da tradição imposta pelas regras do patriarcado, de fazer isto. Porque entre as regras das tradições do patriarcado se incluem: mulheres têm de ter pudor, serem discretas, suaves, sentir mais do que pensar, ser chefe sem deixar de ser submissa, ser sexy mas não vulgar, remover os pelos daqui, deixar aqueles ali e sei lá mais o quê. Então não é impossível perceber porque mulheres também disputam entre si. Porque algumas não querem reproduzir o patriarcado, nem deixar que ele mande em suas vidas e outras não apenas aceitam mas querem obrigar TODAS as mulheres a serem como elas, submissas às regras patriarcais. Estas que são criadas para obedecer e reproduzir estas regras sabem que disto também depende a sua aprovação por homens. Homens que também não querem perder os poderes que possuem na sociedade patriarcal. Embora às vezes estes mesmos homens e mulheres machistas nem tenham consciência de que estão fazendo isto e sintam que apenas reproduzem uma tradição que é confortável para eles. Então eles formam uma dupla solidária na defesa das regras comportamentais do patriarcado que as feministas apelidaram de machismo. Eu sei que difícil de entender. Não é fácil para um peixe nascido em cativeiro entender o que é um aquário. Já fui machista, eu sei.

Quanto mais as regras patriarcais estão plantadas na cultura e nas relações entre homens e mulheres, mais difícil é trocar por novas regras. A tradição manda em muitos hábitos apesar de toda a modernidade líquida. Quanto mais repetido, mais naturalizado. Quanto mais pareça natural, mais difícil de mudar. O dinheiro manda em muita coisa, mas o hábito, as regras dentro das quais fomos educados também falam forte. Aliás o dinheiro manda muito por isto também. A isso chamamos ter uma Cultura. Cultura patriarcal – esta cheia de hábitos machistas? Não, obrigada, respondem as feministas.

O fato é que o patriarcado se dissolveria pouco a pouco se mulheres e homens, mães/pais e educadores sobretudo, pedissem demissão da função de guardiões dele. Se todas e todos abandonassem imediatamente seus postos de cães de guarda e papagaios da tradição e questionassem: o que é e em quê o patriarcado nos ajuda a viver? Será que nos faz felizes ou está nos amargando a vida? Acho que descobriríamos juntos que ele é só um entrave perverso ao nosso desenvolvimento pessoal, social, político e amoroso.

Acabo de propor uma iniciativa pueril e sem chance de produzir transformações muito além, e olhe lá, em pequenos círculos sociais como a família. Transformações da mentalidade das multidões só acontecem por acumulação, gota a gota, até transbordar o copo. Freud disse que há algo das multidões que não muda nunca. Quem acredita no velho Marx diz que somente quando as condições objetivas, isto é materiais, mudam para valer é que a consciência do coletivo muda. Mera mudança do “modo de pensar” não é capaz de produzis mudanças profundas. O mundo ainda é machista porque patriarcal, se mantém patriarcal por isto é machista. Machistas também sabem que o estupro é violência, que machuca, pode matar. Teve um caso na Índia, um tempo atrás de uma moça que sofreu um estupro por não sei quantos homens, como penalidade por um adultério, imposta pelo conselho masculino de sua comunidade. Foi castigo sim, ela mereceu, para aprender a não ser infiel a seu marido e saber quem é que manda. Na década de 1970, no Brasil, homens assassinavam suas mulheres a que chamavam de infiéis e eram absolvidos. Eu devia ter uns 15 anos quando acompanhei um caso destes, muito famoso. Havia uma figura jurídica chamada “ legítima defesa da honra” e o assassino saiu pela porta da frente do tribunal com a cara e a ficha limpa.

Lisístrata, uma comédia escrita por Aristófanes há 2.500 anos, é uma destas obras que nos diverte e faz pensar. Lisístrata, uma ateniense farta da guerra entre Atenas e Esparta que, além de tudo, podia facilitar serem invadidos pelos persas, convoca todas as mulheres gregas a uma greve do sexo para obrigar os homens a decretarem a paz. Toda a primeira cena gira em torno das dificuldades da líder e uma amiga convencerem assanhadas mulheres a fecharem as pernas. Vencida esta etapa, Lisístrata expõe sua tática de luta: elas não devem fazer sexo mas devem provocar os homens usando roupas transparentes, perfumes e todo seu arsenal de sedução para que eles, persuadidos pela abstinência, parem de guerrear o quanto antes. A situação dos homens não demora a ficar insustentável então, desesperados, só lhes resta decretar o fim da guerra e voltar, felizes elas e eles, aos braços uns dos outros. No Brasil, a se levar a ferro e fogo a pesquisa do IPEA, Lisístrata pareceria plausível apenas como drama. Como ficaria a história? Talvez a própria Lisístrata fosse estuprada ou apedrejada pelas mulheres a quem tivesse convocado. Ou surgiria a Legião 35% que deteria os salsichas-assassinos dispostos a estuprar todas, porque afinal só poderiam querer isto, andando por ali todas trabalhadas na transparência. Aristófanes não merece paródia tão miserável e o machismo não tem graça porque, sim, continua matando. A cada um minuto e meio, uma mulher sofre violência física ou sexual no Brasil e algumas destas agressões terminam em tragédia. Por isso, toda força aos homens e mulheres de boa vontade, a luta continua. Temos de mudar isto.

PS. Conheci, justo quando este assunto fervia, um estadunidense do Colorado com pouco mais de 30 anos vivendo no Brasil há dois e ele me contou que tinha ideias machistas antes de conhecer o ex-marido de sua namorada brasileira, segundo ele, “um autêntico homem das cavernas”. Me explicou. Nos EUA o comportamento dele, apesar de “muito civilizado”, não era feminista porque sabia como devia se comportar mas, lá no fundo, pensava coisas muito machistas sobre as mulheres. Se tocou disto ouvindo o tal ex-marido ter a coragem de dizer coisas piores e percebendo o sofrimento da namorada. Trocamos ideias sobre quantas coisas boas se pode aprender olhando a vida pela lente de diferentes culturas, sexos, idades e… consternados, lembramos que também uma a cada três mulheres norte-americanas será estuprada em algum momento da vida. Ao nos despedirmos, trocamos um abraço caloroso e ele me disse “eu sou um feminista agora, amiga, conheço mulheres incrível no Brasil, estou do lado de você.” Naquela hora, só lembrei de uma canção gravada pelos “Titãs”. Gente fina ou grossa, elegante ou não, com a roupa ou do sexo que for, quer amor, amor de verdade. Se não chamassem amor a tanta coisa que tem mais narcisismo do que qualquer outra coisa, talvez pudéssemos falar dele. Isso também é um nó. Tem também aqueles versos do poeta Maiakovski “ Cada um ao nascer/traz sua dose do amor/mas o emprego, o dinheiro, tudo isso/ nos resseca o solo do coração/ sobre o coração levamos o corpo/ sobre o corpo, a camisa, mas isto é pouco (…) Fico com a impressão que se mais gente sentir alguma vez na vida amor de verdade, sentimento tão prazeroso e pouco comunicável quanto aquele que cabe na palavra liberdade, tudo será bem mais fácil.

 

 

 

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Categorias: Sociedade | 2 Comentários

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2 opiniões sobre “Já fui machista, eu sei

  1. Lourdes Campos

    Lindo…porque profundo. Vou mandar pra minha prima lusa q não gosta da palavra feminismo…quem sabe.

  2. Pingback: Ratos e homens (a elegia do estupro) | transversos

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