Eleições 2014 e suas novidades

Não lembro de ter vivido eleições mais mornas que esta. Digo do ponto de vista da rua, da padaria, das conversa de festa, da minha vidinha de todo dia. Nem é uma queixa, só observo. Para o meu gosto, aliás, a temperatura está ótima . E falar disso me fez lembrar de um causo contado por uma professora, sucedido com ela e o marido em viagem de férias na Suécia ainda nos tempos que eleição, no Brasil, era rara e restrita. Para presidente, nem pensar. Vai daí que o marido, médico famoso e politizado, naquela fissura democrática, entabulou uma conversa animada com os suecos. Pediu e recebeu notícia de tudo, sedento por conhecer as maravilhas da democracia em exercício. Tudo muito bem até que no embalo do papo, o gajo, sem maiores cuidados, lasca na suecada pergunta reta: “ e vocês, nessas eleições, vão votar em quem?” Pausa claramente dramática. Leve pânico brasuca no ar e o esclarecimento gelado de um deles ”Sorry, Dr., aqui o voto é secreto…” Disse a professora que houve tamanho constrangimento que o único jeito foi mudar de assunto.

Não somos dados a tanta frescura mas olha que já estivemos mais longe de, digamos, uma Amsterdam. Se tiver dúvidas venha dar uma olhada nas ciclofaixas em São Paulo. Haddad aliás, o prefeito de São Paulo, tem exibido sinais preocupantes de exotismo chegando a aparentar não saber como se faz política por aqui e estar nem aí para seus índices de aprovação nas famigeradas pesquisas. Deu para tentar cumprir o que estava no seu programa de governo sem dó. Imaginem. Honrando o que prometeu a seus eleitores. Que homem maluco!

Como maluco também tem sido tratado, nas redes sociais, Eduardo Jorge, médico sanitarista, candidato à presidência pelo PV. O Brasil é mesmo o país da jabuticaba. Como é que se pode taxa-lo de maluco? No máximo diria que é um pouco exótico, visto que em termos de imagem é uma das figuras masculinas desta eleição que se afasta de Odorico Paraguaçu, nosso eterno político modelo, aquele cujos discursos é formado de frases terminadas todas com um ponto de exclamação. Faço! Farei ! Fiz! Faria ! É evidente que não tem o traquejo dos oradores profissionais mas nem por isso abre mão de parecer o que é e dizer claramente o que acredita e qual é o programa de governo que propõe. Fora isso, é todo novidade no melhor sentido. Ou me digam. Qual a figura pública, em tempo distante ou recente, colocou de forma tão clara e objetiva o problema da criminalização do aborto, como ele o fez, no último debate da CNBB?  Mas nem foi pela defesa que ele fez das 800 mil mulheres criminalizadas e mais de 20 mil mortas, anualmente, para satisfazer o sadismo de gente que não se importa com esta montanha de cadáveres. Alguém viu a campanha dele, na TV, no dia de ontem? Mudança de paradigmas ambientais, de matriz energética, planos objetivos e concretos de fortalecimento do SUS, com tudo que ele precisa para ser o que foi projetado para ser, isto é, sensacional. Ah, mas alguém vai dizer, o papel aceita tudo e falar é fácil. Concordo.Ok. Estou quase embeiçada por ele. Difícil mesmo é manter a coerência. Ou ter força política, isto é, aliados e quadros técnicos e políticos para fazer e cumprir o que se pretendeu.

Haja visto a Marina que, não bastasse fazer erratas das próprias falas como se estivesse em pleno brain storm interno de campanha, pretende nos convencer que é a mais poderosa líder que este país já viu, capaz de unir em torno de si os “ melhores “ da República, Pra começar parece que nem se perguntou se os “melhores” ( seja lá o que isso signifique) estão interessando no salário e plano de carreira que ela pode oferecer. Está bem, vamos supor que é mesmo essa super articuladora – ou que será- mesmo sem nunca tê-lo demonstrado, antes pelo contrário. Mas ao mesmo tempo que derrama lágrimas por uma suposta rejeição de um ex-aliado político . Chorar por ataques – verbais, vejam bem, meros ataques verbais mesmo que injustos! – é o menor dos problemas de um ocupante do cargo máximo desta república. Perdeu com isso, qualquer simpatia que pudesse ter por ela. Como dizia a mãe de um amigo meu, do alto de sua sabedoria mineira : “ quer moleza, minha filha, senta num pudim”. E eu acrescento a sabedoria da minha vó: se fosse fácil, todo mundo era.

Eu só sei que estas eleições, pra mim, não estão fáceis. Pela primeira vez da minha vida de eleitora me sinto tentada a fazer uso afetivo dos meus votos no executivo, no primeiro turno. Digo, votando segundo meus sonhos e desejos mais íntimos e desconsiderando os limites da real politik com que cada candidato tem de se haver. Afinal, tenho me perguntado, não é pra isso que serve o pluripartidarismo e a eleição em dois turnos? Elementar, né ? Pois, é. mas sempre tive preguiça de fazer duas escolhas. Mas vamos combinar, as novidades todas destas eleições têm vindo dos partidos menores. Até mesmo os monotemáticos mais obsessivos, me pareceram acrescentar algo ao debate eleitoral que nem devia ser novidade  mas é. A eleição dos temas que consideram mais importantes para a vida nacional. Não acho pouco, por mais que considere alguns completamente equivocados, como aquele candidato que gostaria que o Brasil fosse formado apenas por famílias quakers do século XVIII. A postulação da discordância clara pra mim é como um princípio ético e moral necessário ao exercício pleno da Política. Discordo de você, logo teremos de discutir e debater e negociar, até chegarmos a um consenso. Ou não. Discordo disto, concordo com aquilo, se você vencer é do seu jeito, senão, do meu. Defendo isto, combato aquilo. Quem pode mais, faz mais.

O resto é mais do mesmo. É jogo de cena. É demagogia, é cantilena para pegar incautos. E nessa conversa eu não vou nem que a vaca tussa.

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Categorias: Política, Sociedade | Tags: | 3 Comentários

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3 opiniões sobre “Eleições 2014 e suas novidades

  1. Nanci Garcia da Silva

    Recentemente, para aquecer a temperatura do debate eleitoral, essa colunista citou a ausência indesejável do “deboche combativo de um Ciro, cujas performances podiam inspirar amor ou ódio, indiferença nunca”, tratava-se de Ciro Gomes aquele “espirituoso” candidato à presidência da República em 2002 que, ao responder uma pergunta sobre a função social da mulher afirmou que “ ela dormia com ele todo dia” . Eu escolho aquecer o debate eleitoral com Hélio Pellegrino, o poeta da ética : “A cólera é uma virtude política revolucionária” Penso que o exercício da liberdade de opinião e de expressão é um direito conquistado pela sociedade civil. Atual candidato do PV à presidência da República, Eduardo Jorge é um cidadão respeitado e respeitável. As galhofas que lhe dirigem tem a mesma essência autoritária das nossas relações sociais. Que as redes sociais espelham com primor! Não nos basta divergir, há que destruir o outro diferente da imagem do espelho em que miramos, uma herança ideológica marxista, uma política de Estado stalinista e uma prática social maoista abominável! . O marxismo é apenas uma das referência de análise social que me é cara! Anos atrás, o PC do B de Jandira Feghali (PC do B), defendia um modelo socialista para o Brasil tendo como referencia o Afeganistão! Isso me vem à memória pela citação do aborto, um dos temas que lhe rende mandatos legislativos à Jandira desde 1986. Permita-me. A defesa do aborto simplista desqualifica sua discussão com todas as repercussões que se impõem. A Medicina classifica o abortamento em função do tempo que em ocorre, das características fisiológicas do colo uterino, quanto a presença de infecção e quanto à eliminação total, parcial ou não eliminação de embrião e seus anexos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o abortamento como interrupção da gestação antes de 20-22 semanas ou com peso inferior a 500 gramas. Subclassificado em “ainda em precoce” quando ocorre até 12 semanas e “tardio” quando entre 12 e 20-22 semanas. No Brasil, a legislação em vigor não define tempo de gravidez, o que permite que, nas situações previstas e amparadas por lei, ela seja interrompida a qualquer tempo de sua evolução (ovo, embrião ou feto).
    O aborto provocado é no mínimo um indicador da falência do sistema de saúde: as altas taxas de aborto e as mortes dessas mulheres decorrem da inacessibilidade à assistência básica de saúde, do controle da natalidade e do planejamento familiar, entre outros fatores. Em nossa sociedade, o aborto provocado é tido como método contraceptivo, o que é um equívoco grave. Em 2013, o CFM (Conselho Federal de Medicina) manifestou-se a respeito http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23663:cfm-esclarece-posicao-a-favor-da-autonomia-da-mulher-no-caso-de-interrupcao-da-gestacao&catid=3

    Os casos provocados são potencialmente mais perigosos, tanto pelo sangramento quanto pelo favorecimento a infecções graves e outras complicações menos comuns. E mesmo assistido HOJE nossos hospitais e centros de saúde não são os melhores exemplos dos modelos de gestão. Serve de lembrança a prisão recente no Paraguai de um “cientista internacional” em reprodução assistida comemorada por suas clientes-vítimas, todas pertencentes à “elite branca” Domingo próximo, participarei da caminhada pelo Clima na orla da Zona Sul, votando pelo Mundo. Daqui há dois domingos, votarei pelo Brasil! Será prazeroso afirmar meu voto em Marina Silva e Eduardo Jorge! Com direito a todas as lágrimas que me permita consciência ambiental para limpar e lubrificar os olhos do petróleo nosso de cada dia expropriado do erário público..

  2. Seja bem vinda, Nanci, me agrada descobrir que tive leitora atenta e preparada para o debate. Se não a entendi mal, parece que minha citação de Ciro lhe soou como algum tipo de nostalgia da minha parte. O efeito de sentido que pretendia ali dizia apenas respeito à franqueza, que gostemos ou não, é sempre reveladora – inclusive dos caracteres mais detestáveis. De resto, foi um relato impressionista, como também esta pequena crônica, e, de novo, espero ter me feito entender : meu elogio à resposta de Eduardo Jorge se deve, sobretudo à sua capacidade de resumir o aspecto mais dramático do cotidiano no enfrentamento da questão do aborto no Brasil nos limites destes debates, cujo formato penso insuficientes pra não dizer, infelizes, ao aprofundamento de tantas questões complexas.. Também eu repudio o aborto como forma de controle de natalidade mas vejo dois aspectos muitos distintos na questão. Uma é seu enfrentamento urgente e necessário, no que tange sua disponibilização ou não nos centros de saúde pública para evitar que intervenções em estágio ” precoce” ou tardias”, executadas sem o mínimo de segurança séptica ou técnica, redunde na montanha de cadáveres a que me refiro. Ela é real e a atual legislação não a está ajudando a diminuir. As mulheres que enfrentam o risco de morte para levarem a cabo o abortamento são discriminadas apenas em função do seu poder aquisitivo. As que não podem pagar procedimentos menos arriscados e as que podem ( e há quem, mesmo pagando, esteja sujeita a todo tipo de monstruosidade, como se viu no doloroso caso da moça que caiu nas garras de uma quadrilha há duas semanas, no Rio de Janeiro). O que muda se nada muda ? O sistema de saúde público continua não executando o procedimento, em muitos casos sequer nos casos de estupro previsto em lei, isto é o que mais me angustia. O outro aspecto da questão é o direito da mulher a fazer esta interrupção. Teria muitos desejos na vida mas mandar no corpo de mulheres, sujeitos de fato e de direito como eu, sem dúvida, não é uma delas. Gostemos ou não, aprovemos ou não, haveria de ter uma verdade revolução em todos os setores da vida nacional, até que pudéssemos dormir tranquilamente sabendo que mulheres não estão sendo mortas por uma questão de consciência alheia sobre os corpos delas. E ainda me permita partilhar uma dúvida que me atormenta, por pura observação nos recantos mais pobres do Brasil. Os filhos órfãos que elas deixam podem entrar ou não na reflexão sobre o valor da vida e das condições objetivas que têm as mulheres, no Brasil, para o exercício da maternidade ? E mais. E os parceiros que com elas engravidaram, que pena deviam merecer no caso delas serem criminalizadas ?
    E discordo frontalmente de que a galhofa ou tentativa de aniquilamento do outro, seja apanágio ou privilégio de uma ” herança ideológica marxista”, não vejo correspondência nenhuma com esta ideia, na atitude de apresentadores de tv e colunistas muito lidos e comentados no Brasil. Diria antes que muito mais vezes vejo partir dos setores mais conservadores e liberais da sociedade brasileira, esta desqualificação e tentativa de aniquilamento do outro, citando justamente suas filiações partidárias, políticas ou ideológicas. A propósito, não conheço a Jandira mas me desperta viva curiosidade conhecer este seu elogio ao Afeganistão. Vou procurar me informar, grata também por isso e pelo diálogo, de qualquer forma.

    • Nanci Garcia da Silva

      Questões ditas complexas fazem parte da agenda política quando das eleições majoritárias: drogas, gays e aborto ficam atrelados à conquista ou repulsão do voto. Mesmo que caiba ao Congresso Nacional deliberar sobre esses assuntos e não aos candidatos. Que podem e devem manifestar-se a respeito. Nas diversas esferas em que se estabelece, o debate em torno no aborto demonstra a profundidade das divergências, a extensão do conflito e a dificuldade para estabelecer um consenso. Algumas pessoas consideram o aborto um mal moral, outras o veem apenas como um mal físico. E existem aquelas que adotam uma terceira via e negam esses dois polos. O que parece indiscutível é a presença de uma disputa das forças organizadas dos direitos da mulher frente à sociedade patrimonial, dita machista e da representatividade real desses movimentos organizados que lhe reivindicam autonomia sobre a disposição do corpo. Autonomia ampla, geral e irrrestrita. Eu, por exemplo, hoje tenho posição contrária da prática do aborto fora dos limites legais. Porém, estou aberta à revisão do meu ponto de vista, observando as descobertas científicas e o desenvolvimento tecnológico. Ou seja, o aborto não me é um dogma. Ainda que não seja consenso na classe médica, em 2013, pela primeira ve , o CFM se posicionou sobre o aborto defendendo a liberação de sua prática até o 3º. mês de gestação, ou até 12 semanas de gravidez. E com uma Comissão Especial composta por mulheres contribui para a reforma do Código Penal. Ou seja, o debate é louvável, a tentativa de intimidação e imposição pelo discurso, não. Eu me referi aos métodos contraceptivos (com participação masculina) e não ao controle social do corpo por meio da reprodução, como seu entendimento. Desde nos anos 90, há uma convicção cristalizada de que o homem tem papel importante na saúde reprodutiva do casal, de que o uso efetivo de métodos contraceptivos, e até mesmo a satisfação sexual com o método escolhido, são frequentemente influenciados pelo homem, de que ter o suporte do parceiro contribui para um melhor uso de métodos femininos e de que, para muitos casais, um método masculino pode ser uma excelente escolha. No que concerne à mulher, o Ministério da Saúde apresenta a filosofia básica do programa de planejamento familiar no Brasil através do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM): trata-se de oferecer, ao maior número de pessoas possível, informações e orientações quanto aos métodos de planejamento familiar legalmente reconhecidos em nosso meio, de modo que a mulher ou o casal possam escolher conscientemente um deles. Além disto, o programa propõe-se a promover o acesso a estes métodos. O Projetos Diretrizes da AMB (Associação Médica Brasileira) , ANS (Agência de Saúde Suplementar ) e CFM (Conselho Federal de Medicina) possui vários protocolos com as diretrizes que contemplam o aborto sempre que a gravidez colocar em risco a vida da gestante, cito alguns: Síndrome de Anticorpo Antifosfolípideo, Alterações Genéticas, Submicroscópicas: Alterações Genéticas – Partes I e II, Falência Ovariana Precoce, Aloimunização Rh na gestação, Síndrome de Turner, Abuso e Dependência dos Opióides e Opiáceos, Abuso e Dependência dos Inalantes, Imunoterapía Alérgeno-Específica, Abuso e Dependência da Maconha, Abuso e dependência da Cocaína, etc. Hoje, o aborto é tratado pela legislação brasileira como crime, com previsões nos artigos 124 a 128 do Código Penal de 1940. Três são as modalidades de aborto, segundo a legislação penal: aborto provocado pela gestante; (a) aborto provocado por terceiro, (b) sem o consentimento da gestante; (c ) aborto provocado por terceiro, com o consentimento da gestante. O amparo legal à prática de conduta de abortamento ocorre quando o legislador a entende “lícita” nas seguintes situações: a) quando a gravidez resulta de estupro e há o consentimento da gestante ou de seu representante legal, conhecido como aborto sentimental; b) quando não há outra forma de salvar a vida da mulher gestante, denominado de aborto necessário ou terapêutico. Em tramitação no Congresso Nacional o projeto de reforma do Código Penal, acrescenta um terceiro inciso ao art. 128, prevendo a ”exclusão da ilicitude” no caso de aborto motivado por anomalia fetal grave, denominado de aborto piedoso.
      Previsto no art. 128, inciso II, do Código Penal, o aborto sentimental tem suas raízes ligadas ao período da guerra (1914-1919), quando as mulheres dos países ocupados foram violentadas pelos invasores. Prática ainda existente nos nossos dias, lamentavelmente. A lei não exige a autorização judicial para a prática do aborto sentimental (art. 128, inciso II, do Código Penal ). Justificada “a credulidade do médico, nenhuma culpa terá este, no caso de verificar-se, posteriormente, a inverdade da alegação. Em tal caso, somente a gestante responderá criminalmente” .
      O desconhecimento da desnecessidade de a mulher recorrer ao Judiciário, muitas vezes acaba por tornar inviável a realização do aborto, deixando para requerer pedido de alvará em tempo em que não mais se recomenda a prática abortiva quanto aos protocolos de segurança.
      No Estado do Rio de Janeiro, a Lei n. 2.802, de 1º/10/97, estabeleceu aos servidores das Delegacias de Polícia informar às vítimas de estupro que tenham engravidado a possibilidade de interrupção, fornecendo-lhes os locais da rede pública de saúde, aptos a realizar o aborto, quando do registro policial,. A ” judicialização da saúde” tem a ver também com as inúmeras dificuldades de acessibilidade aos serviços públicos (saúde/justiça), tabus, preconceitos, desconhecimento dos serviços públicos disponíveis e incapacidade para fazer valer os direitos de cidadania. Segundo a Pesquisa Nacional de Aborto, financiada pelo Ministério da Saúde, uma em cada cinco brasileiras, aos 40 anos, já fez ao menos um aborto na vida. E metade dessas mulheres teve que ser internada por complicações decorrentes da prática clandestina. Só no ano passado, 180 mil curetagens foram feitas na rede pública de saúde, ao custo de R$ 40 milhões O corpo da mulher grávida é de vínculos, o que significa que seus atos têm consequências sobre os demais, sobre a família legalmente constituída e sobre os novos arranjos familiares.. Por isso “parceiros que com elas engravidaram” não podem ficar fora dessa discussão. Quanto à criminalização em todas as circunstâncias, exceto as assinaladas, o aborto é considerado crime, com pena que varia de 1 a 3 anos de prisão. Assim como a formação de quadrilha também o é. Os direitos da criança são garantidos expressamente na CF, com absoluta prioridade. E se referem à tutela da vida em seu sentido mais amplo, durante a infância e a adolescência , pela família, Estado e sociedade. O direito à saúde além de qualificar-se como direito fundamental – que assiste a todas as pessoas – representa consequência constitucional indissociável do direito à vida. O Poder Público qualquer que seja a esfera constitucional de sua atuação no plano de organização federativa não pode mostrar-se indiferente ao problema da saúde da população, sob pena de incidir em grave comportamento inconstitucional, ainda que por censurável omissão. Não sei qual a opinião de Jandira sobre a atualidade do Afeganistão desde que o regime Talibã foi deposto do poder pelos Estados Unidos (fim de 2001), já que eleições presidenciais foram realizadas e um pacto foi estabelecido para divisão dos poderes. .
      O autoritarismo da esquerda e da direita é abominável! O deboche e o escárnio resultante de ambos também! Busca desqualificar e desconstruir!

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