De quem é esse jegue?

jegue

É com muita satisfação que comunico a criação da nossa ONG “De quem é esse jegue?”.

A ideia da organização surgiu da preocupação ao vermos eleitores frustrados destilando ódio em vídeos tragicômicos nas redes sociais. Vimos pessoas se comportando de forma estranha. A tecer diferenças desatinadas entre jumento, mula, burro, jerico, jegue e asno. Diziam ser um jegue e não um jumento. O comportamento ficava mais agressivo à medida que liam os artigos da Veja. Tudo piorou quando Lobão passou a dizer que Reinaldo Azevedo era seu pai e Diogo Mainardi, sua mãe.
Antes que pudéssemos fazer uma intervenção, ele desapareceu. Dizem que foi visto lá em São José da Caatinga, oferecendo-se como animal de carga.
Nosso objetivo é prestar atendimento psicológico e psiquiátrico aos cidadãos que foram vítimas de sequelas e traumas causados pelo fracasso do PSDB na eleição presidencial.

Com menos de um mês de funcionamento já tivemos a percepção da dimensão devastadora dessas eleições. Já atendemos casos de deficiência cognitiva em razão da superexposição à revista Veja e casos de overdose por teledramaturgia global. Houve um paciente que dormia embaixo da cama por achar que comunistas iriam abduzi-lo. Após algumas sessões descobrimos que a causa dos delírios era a leitura da coluna do Arnaldo Jabor no jornal O Globo.
Para os que participaram da manifestação em São Paulo pedindo intervenção militar no Brasil, “De quem é esse jegue?” está distribuindo gratuitamente Aripiprazol, Bupropiona, Clorpromazina, Flufenazina e Topiramato.

Oligarquia autorrepresentativa

Em regime de urgência, os parlamentares do Auriverde Pendão elevaram seus vencimentos em 62,5%. A partir de janeiro, cada magano vai mamar R$ 26,7 mil. Noves fora os auxílios do paraíso da imoralidade.
Para provar a repulsa do controle dos cidadãos perante os representantes eleitos, cujo mandato se torna uma propriedade destes, a Câmara barrou o decreto do governo que estabelece a consulta a conselhos populares por órgãos do governo antes da implementação de políticas públicas. Seria um instrumento por meio do qual a sociedade poderia ter efetiva participação nas decisões da vida politica do país.
O “Plebiscito Constituinte” feito durante a semana da pátria por 477 organizações em todo o país contava com a pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?” Entre os que votaram, 97% foram favoráveis à proposta – cerca de 7,4 milhões de pessoas. De modo a escancarar o abismo entre o povo e o congresso, a maioria dos partidos já se mostrou contrária à proposta.
Está claro para todo mundo que o dispositivo eleitoral é mais do que uma farsa. Ele faz parte do aparelho repressivo contra os movimentos sociais, contra as novidades, contra as rupturas. A democracia representativa é patrocinada pelo poder econômico que se retroalimenta a cada eleição, sequestrando as esperanças emancipatórias do povo brasileiro.

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