Quando a poesia morre, a vida se esvai…

Solidão

Esvaída…

DIAS AMARGOS

Tem dias que o melhor seria

que não levantássemos da cama…

Nem tanto os dias de Neruda,

nem laranjas, nem a morte,

mas o amargo da falta de sorte.

 

Preferia uma laranja azeda

do que o gosto amargo do jiló,

ou até a morte sobre a mesa

no velório de um homem só.

 

Preferia o azedo do amor mal resolvido,

ao amargo da solidão.

Preferia a paz que vem com a morte

a viver nessa dor de imensidão…

 

ESVAÍDA

Não tenho rosto.

Sou todos

e não sou nenhum…

 

Palidez dá o tom da pele.

A morte me veste

a veste que cala a voz…

 

Músculos enrijecidos,

nem azul, nem rubra,

a cor do meu vestido

é a cor da culpa.

 

Olhos arregalados

olham para o vazio.

Enfim tudo acabado!

Meu corpo é frio…

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Categorias: Cultura, Reflexões, Sociedade, Verso & Prosa | Tags: , , | Deixe um comentário

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