Descarrilamento de nada

transversos

Diz que fui por aí…

Deserto-me de palavras. Um-qualquer-coisa-dentro mexe sem forma sem conteúdo. Busco a expressão fugidia que me surge de relance e se lança no abismo nevoento de meus erros. Hoje nada de críticas mordazes, verazes, velozes. Nada de política, nada de mortes, nada de vidas. Nadifico dores e conquistas. Relativizo. Nada.

Submersa sem fôlego, anseio a superfície, nado contra a corrente de mim mesma. Arrasto-me em desvario, cansada, trôpega. Eu queria ter uma bomba, um flit paralisante qualquer. Sumo na neblina, sumo na tempestade. Sumo. Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí.

Hoje estou assim nem alegre nem triste. O governador caloteia em nome dos royalties, o novo Papa é hermano, Yoani já foi embora, foi-não-foi-foi-não-foi? Pouco me importa. A lua me chama e eu tenho de ir pra rua. Por hoje, só por hoje, sou um ensimesmamento bípede descerebrado.

Calo por fora. Dentro…

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