Macunaímas

Paulo José em "Macunaíma", filme de Joaquim Pedro de Andrade baseado na obra de outro Andrade, o Mário.

Paulo José em “Macunaíma”, filme de Joaquim Pedro de Andrade baseado na obra de outro Andrade, o Mário.

Ver com olhos livres.

Ah, Oswald… Teu Pau-Brasil tinha a utopia da alforria, da libertação da colonização.

Os olhos que não são livres passeiam pelas ruas, gritando bordões nacionalistas, verdamarelos, classistamente xenófobos. Uma escola de antas.

As lentes colonizadoras não deixam escapar a oportunidade dos oportunistas.

É legítimo o fora qualquer um.

É hipócrita bradar contra a corrupção só de uns.

É desvio do dinheiro público fazer com que ele não chegue aos cofres públicos. Mas como ser contra a média da classe?

Querer mudar tudo sem mudar nada. Indecisos cordões. Não sabemos o que queremos, apenas o que não queremos. Mas queremos tudo igual.

O paradoxo caminha no domingo vestido com a camisa da CBF pelas ruas onde só se desfila de automóvel durante a semana.

Macunaímas anti-heróis, malandros do jeitinho de só olharem para si. Mas nunca foram negros. Nunca foram índios. Jiglê, cadê você, irmão? Ai, que preguiça.

Da crise vem o berro. Nem. O contra não vê a conta paga pelos trabalhadores e excluídos. O contra quer apenas a garantia de seus privilégios.

Crise pros outros. La leche buena toda em minha cara. E só. Caretas.

Fora Dilma é boa palavra de ordem. Mas nem sempre o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Matemática é proparoxítona que não rima com política.

Trocar o caminho por onde vai o (des)governo que aí está é necessidade. Mas mais do mesmo não mais. Vire à esquerda por favor, motorista. Do uber. Ou taxista? Melhor ir de ônibus. O coletivo de todos é maior que a coletividade individualista de uma classe.

Porque todo texto tem seus alinhamentos. Alguns justificados.

AMOR

FAVOR

POR FAVOR

Auriverde pendão da minha terra, antes tivessem-na roto na batalha… Castradores. E alvos. Muda tudo, para nada mudar. Ódio, ódio, ódio.

Quero meu aeroporto de volta, não essa rodoviária. Quem pode tem o próprio na família. O dólar tá alto. E como faz para manter o salto? O que importa é o que se importa, claro. Sem parar na alfândega.

É a maior de todas as crises: consciência.

A decência, assim como o respeito, acabou.

Juiz Moro num país tropical. E Janot é meu pastor. Também pastor é senador. E deputado além. Abençoados por deus. Que beleza.

Vamos para as ruas. Enquanto as panelas ficam na senzala cozendo o almoço pelas mãos dos serviçais. Uma sociedade em que isso fique claro e de olhos azuis.

Caboclos querendo ser ingleses. Do jeito que está não dá mais. Não dá para diferenciar quem é quem.

A classe e o leite C. A gente nata nessa classe. Mas a nata da society vê o coalho ter acesso às compras. Vandalismo social. Mais-valia não ter capital.

Por isso que nada disso é conquista real. Todos endividados. Para a felicidade do financista. A crise. O maior lucro bancário da história. Mas tem gente que acredita nas histórias do Merval…

Receita federal

45 xícaras de trigo
45 xícaras de leite
13 caldos de galinha
1/2 colher de margarina, porque a seco dói demais.

Bata tudo nas panelas.

Leve ao fogo alto para queimar qualquer pessoa de vermelho.

Molde a massa no formato de coxinha.

Sirva nas ruas.

E na antropofagia político-modernista, só sobrará a indigestão. Não há nada a fazer.

Vamos dançar um tango argentino.

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