A Educação e coisas que dão dinheiro

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Sexta feira, acordei lembrando do Transversos, mais abandonado que latifúndio improdutivo, e resolvi : vou lá carpir umas letras. Corre vai, corre vem, não fui, mas de hoje não passa ! eu prometi para o espelho no dia seguinte. Veio o sábado, o domingo e chegou outra sexta feira boa para procrastinação.

Aí o Universo, esse fanfarrão, conspirou. Encontro uma pessoa conhecida que nunca suspeitei frequentar minhas croniquetas e ela declara que notou a descontinuidade da publicação. Com tudo que anda acontecendo perdi a inspiração, respondi entre a vergonha e o orgulho de ter leitor saudoso. Tolice minha pretender saber o que ia na cabeça da pessoa. Esclareceu que nem gostou da literatura mas me acha “sabida”, perguntou se eu já tinha lido ” O Segredo”. Estava pesquisando, pretendia fazer um blog mas viu que não dá dinheiro. Ah, concordei, não dá mesmo, talvez para quem vende publicidade como se fosse notícia… Ele quis saber mais. O difícil é achar negócio bom que não precise de capital, né? suspirou o candidato a empreendedor.

Muitos são os mistérios da inspiração e aqui estou. De fato a conversa engraçada me lembrou outro assunto nem tão desconectado deste quanto pareça.

Trata-se do caso recente do administrador de uma organização educacional, gigante do setor. Tudo começou em evento público no qual o moço, esbanjando otimismo da melhor tradição do “storytelling”, declarou que tempos atrás, sem dinheiro para pagar consultorias, pedia projetos a vários consultores e aproveitava ideias das “amostras grátis”. Ninguém mais acredita em almoço grátis e a polêmica começou. Plantado o bafafá o moço veio à rede tentar corrigir o mal entendido Tinha sido infeliz na piada, claro que não fazia este tipo de coisa. E é claro que muita gente duvidou pelo simples fato de todos saberem ser esta uma prática recorrente. Mas tudo bem, insistiram os cínicos, o tempo de prospecção de clientes erá pago pelo próximo projeto contratado, simples lógica do mercado. Mas vamos supor, disseram os pragmáticos, que muitas empresas passem a fazer isto e a maioria dos consultores passem a fazer uso de estratégias tão heterodoxas quanto esta para assegurar sua competitividade. A espionagem empresarial, por exemplo, não seria uma dessas ervas daninhas que cresce muito em terreno que falta o adubo da ética? Em pouco tempo, um campo de trabalho para profissionais capacitados vendendo seus serviços para melhorar a competitividade das empresas não se tornaria terreno fértil para práticas imorais e aventureiros resistentes? A lei da oferta e da procura resolve isso tudo, confiantes debatedores garantiram. Ora, supostamente a demanda do mercado que criou os serviços de consultoria, viria da avidez por aconselhamentos técnicos que incrementem o lucro, sugestões confiáveis para vencer a concorrência. Como falar em concorrência quando a lei é a trapaça? Resumida a contenda, saí com a impressão que a terceirização do que seria parte da função dos quadros mais altos da empresa, fidelizados pela estabilidade ou coparticipação nos lucros, criou uma área cheia de predadores, gente ávida por trapacear e sujeita a ser trapaceada. Saí com a impressão que a trapaça é o único conselho infalível para vencer a concorrência.

Sem mimimi, vivemos sob a implacável lei da oferta e da procura ! Se apressam a declarar – quase sempre gritando- os defensores fanáticos do ” Mercado”, entusiastas do capitalismo acima de todas as coisas da terra, do céu e para sempre assim seja. Talvez pretendam enganar os distraídos. Ou será que algum deles não percebeu que este lema servia, até certo ponto, para a chamada ” sociedade industrial”? Não, meus caros, eu sussurraria para eventuais ingênuos, o mundo mudou. Faz tempo que passamos da sociedade industrial para a sociedade do consumo e nesta aqui a lei é criar necessidades para vender produtos. Naqueles setores da produção onde a procura é certa e a oferta define o preço não há mais espaço para a concorrência . As gigantescas corporações transnacionais compram concorrentes justamente para economizar esta chateação que é a concorrência. Financiam guerras para garantir que as riquezas naturais dos países passem todos para a esfera de sua administração. Dá a impressão que a Revolução Comunista Internacional, com a submissão de todo o planeta a uma planificação centralizada da produção foi expropriada pelos grandes capitalistas. Não se descuidam nem de declarar propósito quase idêntico ao dos comunas: destravar as amarras do Sistema para gerar a riqueza infinita – à qual está predestinada o Ser Humano que, assim, será feliz. E quem não acreditar ou se opuser pode muito bem ir viver em um Gulag qualquer.

Claro que eu estou brincando. Só os operadores do Sistema ou os muito ingênuos acreditam que este estado da arte do mundo pode levar à prosperidade e a felicidade. A promessa de que transitaríamos sem susto para uma ” Economia de Serviços” na qual todos os trabalhadores, dispensados das fábricas, bancos, oficinas, canteiro de obras e outros setores robotizados ou extintos, seriam absorvidos pela setor de ” serviços” gorou. A utopia do crescimento sem limites morreu, falta ” serviço” para empregar pessoas e sobram produtos e vida indigna para seres humanos . Neste mundo concreto onde seres humanos poderiam executar trabalhos úteis que tornariam o mundo um lugar melhor, a maioria dos trabalhadores é obrigada a cumprir jornadas exaustivas para produzir barato coisas fúteis e de utilidade restrita. Multiplicam-se trabalhos sem função social relevante, pelos quais trabalhadores infelizes recebem migalhas. A maior parte dos desempregados do mundo trabalham duro, de um jeito ou de outro, sem chegar a receber o suficiente para seu sustento ou desenvolvimento pessoal. Mas não há os que conseguem empregos ? Não há os que conseguem estudar e melhorar sua condição material ? Por acaso não há os que conseguem criar negócios que os fazem passar dos problemas da fome para os problemas da obesidade? Claro que há. Compõem uma minoria que mal sente o estômago cheio passa a desdenhar dos que remam e remam sem sair do lugar e lavam as mãos diante das fomes do mundo.

Sobram trabalhadores sem ocupação, faltam salários mas a produção não para. Produtos encalham pelo mundo afora. Ao redor do globo – dia e noite- alimentos são cultivados, processados industrialmente, caixas e caixas carregadas de lá para cá e afinal… Um quinto da humanidade passa fome. No Reino Unido, por exemplo, quase 50% dos alimentos vai direto das prateleiras para o lixo, sem nem sentir o gosto de uma boca humana. No Brasil, não faz meia década, tinha criança passando fome mas o desperdício continua girando em torno de 30% . Milhares de conteiners, toneladas de peixes, galpões cheios de aparelhos eletrônicos, automóveis, sapatos, tecidos, centenas de depósitos lotados de mercadorias até o teto vão estar prontos para a destruição antes que muitos prestadores de serviço, consigam encontrar seu próximo cliente ou patrão. Duvida ? Não estou rogando praga, é uma constatação.

O desemprego dos jovens, na Europa, patina em torno de 35 % há alguns anos. Milhões de jovens qualificados academicamente ou não estão desocupados, não estão inscritos em escolas ou trabalhos formais. Se viram como podem. Vivem de apoios sociais. Entram para a carreira do crime. Se drogam. Entram em depressão. Se suicidam. O aumento das taxas de suicídio de jovens em todo o mundo é um fato que poucos comentam, menos ainda se preocupam. Mas não é uma coisa intrigante que em um tempo repleto de prosperidade e maravilhas haja tantos jovens devolvendo seu bilhete de entrada, perdendo o interesse pelo espetáculo?

Na China ou na Rússia, na Ìndia ou nos USA, para todo lado, faltam as famosas “vagas de trabalho”. E não apenas para os 4 ou 5% de trabalhadores aptos e disponíveis que devem permanecer inativos para os empresários terem oportunidade de extrair lucro e pagar o menor salário possível propiciando consumidores para o mercado como um todo. Como eu gostava de ver este índice ser repetido toda vez que entrevistavam o presidente trabalhista da Holanda . Apenas 5% de desemprego, uau ! Já era. O sonho do paraíso do ganha-ganha, este tempo de “pleno” emprego e bem estar social faz parte do passado agora. Na India, apenas 150 milhões dos jovens de uma população de 1,2 bilhão de pessoas podem sonhar com o IIT , o instituto de tecnologia que abre a porta para uma vida de luxo, assim confiam os competidores pelas poucas vagas. Mas destes 150 milhões de concorrentes, apenas os pais de 30 mil jovens serão autorizados a pagar 70 mil dólares ao ano para que seus filhos tenham direito a tão preciosa educação. A mãe de um deles, em filme documentário, dizia sem qualquer emoção que é um investimento, como ações, como qualquer coisa. Uma das mais novas bíblias de mandamentos para o sucesso diz que são necessárias ao menos dez mil horas de prática em qualquer coisa que se queira ter excelência. Ao redor do mundo, centenas de milhares de jovens como estes vão passar 20 anos, no mínimo, recebendo a melhor formação acadêmica que o dinheiro pode comprar. Pode-se esperar muitos experts em pelo menos 4 ou 5 áreas do conhecimento vindos daí. Legiões de técnicos formados dentro de bolhas sociais treinados para o máximo desempenho em todas as áreas do conhecimento com pouco ou nenhum contato com a vida que vive fora delas.

Em todos os países da rica União Europeia, a maior parte dos cidadãos absorve dificuldades práticas e cotidianas como se, por fatalidade, o continente tivesse sido varrido por furacão, terremoto ou tsunami. Milhões de pessoas vão se adaptando a condições de escassez radical. São milhões e milhões de pobres agora, cercados da mais luxuosa abundância. Abundam lojas de luxo em todas as capitais do continente, campos de golfes ocupam léguas para uns poucos  milionários no sul da Península Ibérica. Criam uma mixaria de empregos. Enquanto isso filhos adultos de professores e outros seres humanos supérfluos para o sistema permanecem morando com os pais indefinidamente para não passarem privações. Aquecedores são desligados por falta de dinheiro para o combustível levando idosos, após 30 ou 40 anos de trabalho duro, a sofrerem os rigores do frio como se vivessem na Idade Média. Com a diferença que quase não se pode mais ir aos bosques cortar lenha, não podem tentar vencer suas dificuldades com trabalho ainda uma vez. Na Holanda, jovens se organizam para voltarem ao campo e praticar agricultura de subsistência enquanto sobram alimentos nas prateleiras dos supermercados. Apoios sociais ( que também pode ser chamados de bolsa família) garantem o básico e o elementar para famílias com crianças, da Suécia à Dinamarca, da Alemanha à França, salvando o agravamento dos índices de gente faminta, roubando ou crescendo mau educada no mundo . A fome infantil na África poderia ter acabado em 2009 porém continua firme e forte. Chegaram a precificar o custo para acabar com a fome naquele continente, custava menos que o montante doado pelos USA aos bancos em 2008, depois que o estelionato aplicado no Mercado durante anos fez água. Os USA tiveram de socorrer os Bancos, evitar que quebrassem porque estamos a um passo do triunfo do amado livre mercado dos neoliberais, mas quando o dinheiro acaba velhos e novos liberais correm para o colinho do Estado, como estamos cansados de saber. Não sobrou dinheiro para as crianças, coitadinhas. Para isso existe a caridade. Que agora não se limita a dar peixinhos mas insiste que todos devem pescar. Como se ninguém percebesse que a caridade, tantas vezes,  saca esmolas do dinheiro que foi ganho tomando a vara, privatizando o lago e envenenando com pesticida a terra e as águas dos pobres. Ou como se não percebêssemos que o terceiro setor , na maior parte das vezes, apenas reproduz a ineficácia e a ineficiência da caridade para acabar com a pobreza. Aliás o terceiro setor, no médio e no longo prazos, pode ser muito bom para agravá-la. E para dizer que não citei um caso emblemático. Um dos homens mais ricos do mundo, Mr. Gates resolveu levar uma “revolução verde” para África. Sua revolução pessoalmente concebida colocaria todos os agricultores a plantar, ganhar dinheiro e melhorar a sociedade que viviam. Oitenta por cento do dinheiro doado para a ação acabou ficando nos USA e UE e estes não ignoram a vantagem de se tornarem fornecedores de insumos ( sementes e químicos) para a África, estrangulando as iniciativas dos pobres locais. Se melhorarem a agricultura tradicional e avançarem para uma economia não dependente de tecnologias que não dominam, sustentável no longo prazo, onde os institutos de pesquisa e indústria química dos ricos vai sacar clientes? O pouco dinheiro que chegou aos países africanos produziu ainda o efeito colateral de acirramento da luta pela terra. Com agricultores pobres e miseráveis sendo mortos pela ambição de seus compatriotas que querem ser ricos como o Mr. Gates custe a vida de quem custar, renova-se a confiança no velho ditado que diz que de boas intenções o inferno está cheio.

Todos os dias ouço alguém dizer, “o que está acontecendo com o ser humano” ? Não tenho a presunção de saber a resposta. Vejo muitos culparem a política pela maior parte das mazelas do mundo e acho que devem ter razão. Que a Política seja culpada, o testemunham nossas desgraças. O número insuficiente de seres humanos à altura de fazê-la funcionar na sua melhor forma nos envergonha como espécie. Sua falha é mortal porque é a guardiã da nossa impotência. Sem ela avançamos para a guerra de todos contra todos. Quando ela falta não conseguimos nos organizar – com ou sem Estado. A Política triunfa como arte quando consegue harmonizar contrários, negociar palavras e ações e evitar que  o choque entre diferentes interesses no interior da sociedade cheguem ao ponto do conflito armado. Tudo que desejam aqueles seres humanos que renunciaram ao ódio atávico, à ferocidade trazida do nosso passado de besta fera entre bestas feras é que a Política triunfe, se torne arte de domínio público, com mais e melhores práticas, com mais e mais pessoas capazes de pensá-la. Qualquer pessoa bem alfabetizada sabe que a Política pode ser a arte de negociar consensos, firmar compromissos e evitar as guerras mas que também pode ser usada para promover o massacre dos fracos pelos fortes, a devoração dos menores pelos maiores, o incremento da doença, do ódio, da morte. Ela não tem nada a ver, na prática, com amor, amizade, liberdade, igualdade ou fraternidade. Mas a Política, qualquer humanista percebe, está sempre grávida disso tudo aí.

O que está acontecendo com os seres humanos? Temos congressos, parlamentos, poderes executivos, legislativos, câmaras mundiais para todos os assuntos, realizamos todos os dias centenas de milhares de congressos, colóquios, encontros científicos, técnicos, diplomáticos, comunitários . Trocamos bilhões de mensagens por minuto através de redes sociais, internéticas, globais, totais sobre nossas conquistas, derrotas, nossos trabalhos, nossos ócios. E parece que todos estes eventos de comunicação tem por único objetivo assegurar que falemos de tudo, menos do principal: o sistema capitalista tornado sistema financista matou a Política e transformou o planeta Terra em uma imensa praça de guerra. Sua mentalidade predatória se infiltrou em todas as esferas da vida humana. Da naturalidade com que dizemos ” ah, não vou fazer isso aí porque não dá dinheiro”, à irresponsabilidade com que pessoas  adultas e bem educadas aceitem que os governos ajam apenas em prol do interesse do lucro sem fim, infinito, sem qualquer limite. Será que é isso mesmo ? O interesse das corporações mundiais e seus vassalos locais venceu, e agora tudo se dá como se dinheiro e lucro fossem coisas tão naturais quanto o vento que sopra ou a chuva que cai?

Como pudemos, nós, os que podem escrever, ler, compreender e debater assuntos como estes,  permitir que o interesse de lucro de uns poucos tomassem as rédeas dos governos e, ocultos pelo cobertor do Estado, obrigassem os mais pobres a sustentar seus interesses? Por que é que a parcela mais educada da sociedade continua a agir como se não soubesse as consequências do desespero de milhões?

Estes fantasmas, atuando dentro da máquina do Estado, querem o lucro infinito mas perderam a capacidade de imaginar como criar empregos. O dinheiro gera dinheiro dormindo dentro dos cofres. Multipliquem-se os soldados treinados a  atacarem os mais pobres como inimigos da ” pátria” quando apenas reclamam falta de  educação, saúde, trabalho e pão. Estes fantasmas contratam vassalos em jornada integral nos sistemas de comunicação eletrônica e impressa ecoando sua voz, defendendo o indefensável. Este 1% que continua lucrando, não importa o que aconteça com o resto da sociedade, estão determinados a impedir que a grande multidão e o pequeno exército com potência de pensamento e ação, possam trabalhar para que que a sua rua, a cidade, o pais , o mundo se tornem um lugar melhor para a maioria.

Como podemos permanecer passivos e admitir que o interesse de um por cento de seres humanos sem compromisso algum com a Humanidade roubem as vidas de bilhões é, para mim, o grande e único Segredo.

Eles tem dinheiro e todos precisamos de dinheiro é a resposta mais óbvia em um tempo que o Sistema nos obriga gastar a maior parte do tempo de nossas vidas a correr atrás do dinheiro. Mas você conhece muita gente que saiba como ele é criado?

Tanta gente alfabetizada, capaz de escrever, ler e debater textos como este não sabe responder esta pergunta. Como o dinheiro é criado? Como é que os governos brasileiros se tornaram endividados através da História? Como se tornaram fiéis aos bancos ao ponto de escolherem pagar juros de dívida a invés de escola para crianças? Pagar juros ao invés de tratamento para os doentes? Por que é que os credores dos governos não querem ser pagos em dinheiro mas sim com novas promissórias de dívida? Porque o Brasil estaria ” quebrado” ao dever 64% do seu PIB e os EUA não estariam, agora que devem 104% do seu PIB?

Não há tempo para a maioria fazer estas perguntas que dirá respondê-las. Afinal, 100% dos brasileiros, podendo ou não  se ocupar disto está correndo atrás do ” que dá dinheiro”. Cerca de um milhão de pessoas do total de 210 milhões de brasileiros conhecem muito bem o segredo que dá dinheiro. Faz parte do trabalho deste 1 milhão de pessoas se ocupar de qualquer coisa desde que esteja garantido que o maior número possível de pessoas não saiba como o dinheiro é criado, o que determina o volume em circulação, como e quem determina isto. Que nunca a maioria saiba como se produzem as dívidas públicas e a quem elas interessam é fundamental para os que fazem fortuna com ela. O que quer dizer gasto e o que quer dizer investimento, quando se fala de finanças públicas, é uma ignorância fundamental para que as pessoas fiquem feito bobas, imaginando que o papel do governo na economia deva ser o mesmo que de um administrador doméstico assalariado.

Estava colocando o ponto final e o celular apita mais uma notícia. O Governo Federal cortou o Programa Nacional de Combate ao Analfabetismo. Faz sentido. Se duzentos e nove milhões de pessoas devem permanecer na ignorância para que este um milhão continue usufruindo dos saberes e privilégios que o dinheiro pode trazer, mais alguns milhões de analfabetos não vai fazer muita diferença.

Mas a sabedoria, como os endinheirados do Brasil demonstram, não é algo que o dinheiro consiga produzir ou comprar. Para os sábios do Brasil a oportunidade de fazerem diferença é esta.

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Categorias: Sociedade | 3 Comentários

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3 opiniões sobre “A Educação e coisas que dão dinheiro

  1. Lourdes Campos

    Textão lacrador, faz favor de ser mais constante por aqui, os tempos pedem, e nós também.

  2. criei uma conta só pra deixar minha humilde suplica: Por favor, continue escrevendo!

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