Esquentando os tamborins para espantar a tristeza

Há mais patos entre o Planalto e a Paulista que aviões na lista pra cair sobre a cabeça dos otários mas pode anotar no seu diário, o país está pegando fogo devagar porque tem muita lenha pra queimar entretanto sua hora vai chegar, pequeno burguês de crediário. Não sou quem digo, é a História da qual não tem memória porque não gosta de livro, cinema, teatro, arte na rua, de fato eu sei, negócio dele é contar dinheiro, seu tesão é ir para o estrangeiro cantar rock, dar banana para a realidade que te dá ganas de morrer e nascer noutra parte. Mas não adianta latir porque a caravana passa, engole o choro que a vida te foi dada de graça e você joga no lixo por pirraça, por causa de pixo e ninharias. Não embarca nesta nau dos insensatos, vamos aos fatos. Tem 210 milhões de almas nesta bagaça, mais da metade viajando no porão, sem saneamento básico e sem condição de fazer frente à avalanche de sacanagem que vaza do esgoto da primeira classe. As costas já estão lanhadas, as mulheres já estão ferradas, e ainda assim reagem como podem. O B.O. sobrou pra nós, nobres colegas de classe laboral que não limpam latrina os do chamado trampo intelectual. O boletim é claro e a ocorrência é a seguinte.

O projeto do governo para o Brasil é nenhum . Este é o plano em pleno curso. É reativo, diz respeito apenas ao uso das riquezas naturais, incluídas nós, meros mortais sem patrimônio de vulto. Não temos muitos recursos mas vamos nos organizar como as formigas, na miúda. Não desanima, não faz cara sisuda, que a nossa sina foi traçada antes de nascermos. Colônia somos e quando o centro do sistema sente fome, é sempre assim, são nossas carnes que eles comem, são nossas veias que eles sangram, são nossas cabeças que eles pisam. Enxerga com os olhos de amanhã o horizonte e repara : ele não está pronto.

Quem não sambar com a Imperatriz, não vai perceber que Xingu está por um triz mas já mataram milhões e não extinguiram a raiz. Quem não sambar com a Vai Vai, com a roda que gira no Ilê e bate cabeça, não abre a roda pra saudar, nunca vai ver a bela vista do povo de Oxalá.

para fazer sucessso Romulo Fróes

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Categorias: Cultura, Política, Reflexões, Sociedade, Verso & Prosa | 2 Comentários

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2 opiniões sobre “Esquentando os tamborins para espantar a tristeza

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